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LifeStyle

As 33 principais lições de vida que aprendi [Parte II]

As 33 principais lições de vida que aprendi [Parte II]

Na última terça-feira compartilhei a primeira parte sobre as principais lições que aprendi e conforme combinado, segue a segunda parte.

Lembrando que este post foi resultado da minha alegria por ter completado 33 anos de idade e espero que daqui 33 anos eu tenha mais aprendizados para compartilhar também.

Vamos lá?

Não me intimido tão fácil

Certa vez me reuni com um startupeiro da área de tecnologia e um empresário que tinha soluções para automatização de campanhas de marketing digital. A ideia era oferecer serviços a esse empresário. Até aí tudo bem. Eu atuaria nas redes sociais deste prospect. Quando ele chegou começamos a nos apresentarmos. Na hora gelei e pensei “E agora? Vou falar o quê? Não tenho empresa, nem Startup…”. Os dois se apresentaram e quando chegou a minha vez me apresentei: Sou Priscila Stuani, trabalho há alguns anos com Social Media, já faz dois anos que trabalho com o Henrique Carvalho, do Viver de Blog.”  Para minha surpresa, o empresário disse: “Caramba! Você trabalha com o Henrique Carvalho? Conte-me mais sobre isso…”.

Resumindo a história: eu estava com medo que o empresário não tivesse interesse em falar comigo e aconteceu o contrário, ele concentrou toda atenção da conversa sobre as redes sociais, sobre o que poderíamos fazer, as melhores estratégias e assim por diante… Então essa foi uma lição muito interessante, pois quando mais tive medo de ser deixada de lado por não ter um negócio famoso ou extremamente rentável, percebi que as pessoas podem valorizar outras coisas.

Parei de dar desculpas

Este, assim como todos os hábitos, está em fase de aperfeiçoamento. Comparo o parar de dar desculpas com o aprender a dizer não. Ou seja, às vezes as coisas fluem muito bem, outras nem tanto. Busco manter uma agenda de atividades físicas à risca, por exemplo, e quando eu deixo de fazer alguma coisa, em vez de falar que estava cansada ou que não tive tempo, admito: não fui porque estava com preguiça mesmo. Ninguém é perfeito, e menos ainda programado para ser exemplo. Então tento fazer meu melhor, mas quando não consigo, admito: não fiz e pronto. Certa vez ouvi que quem é bom em dar desculpas não precisa ser bom em mais nada, afinal é só ter uma desculpa para tudo. Aquilo ficou na minha mente e é uma das coisas que quero praticar. Não ser boa nas desculpas, mas sim assumir erros, admitir falhas. Tudo isso faz parte do crescimento pessoal e profissional.

Tive que fazer escolhas difíceis

Escolhas fazem parte da nossa rotina, desde quando acordamos e pensamos “levanto agora ou fico mais 5 minutos?”. Algumas escolhas são mais difíceis e outras nem tanto. Mas neste tópico quero compartilhar uma das decisões profissionais mais difíceis que tive que fazer. Quando entrei na Alura avisei que prestava serviços para o Viver de Blog. Até então, eu conseguia conciliar muito bem os dois negócios. Criava cursos para a Alura e, fora do meu horário de trabalho, cuidava das redes sociais do Viver de Blog. Porém, com o passar do tempo, o Viver de Blog aumentou o número da equipe, de 4 integrantes, foi para 17. Consequentemente, começamos a ter mais demanda e, embora trabalhássemos remotamente, o Viver de Blog começou a ter muitos meetings (encontros on-line) para discutir estratégias e tudo mais. Aquilo de alguma maneira começou a me gerar um certo incômodo, porque tinha a impressão que não estava me dedicando 100% para nenhum dos dois negócios e, como não acho isso justo, chegou o difícil momento de tomar uma decisão: em qual dos dois continuo? Do jeito que está não vai dar.

Refleti muito e decidi permanecer na Alura, porque a proposta de trabalho estava (e ainda está) mais alinhada com o meu interesse profissional, que é seguir na área da educação. Então foi com grande dor no coração que conversei com o Henrique e saí do Viver de Blog, mas o que fica é o carinho, admiração e agradecimento eterno pela oportunidade de poder trabalhar com um cara tão maravilhoso e inteligente como ele.

Faço coisas diferentes

Embora eu me considere uma pessoa um pouco metódica, ainda assim adoro fazer coisas diferentes. Digo que sou metódica porque se não fosse, certamente não conseguiria dar conta de tantas coisas. Mas sair da rotina dá uma oxigenada no cérebro e no corpo, eu adoro! Além do yoga, corrida e ballet fitness, agora faço aulas de ballet clássico. Sim, não me importa se já tenho 33 anos ou que não sou magra o suficiente… Muitas pessoas acreditam que a dança só é permitida para as pessoas que começaram a dançar quando criança até a fase adulta, mas não! Aliás, fica o convite para quem for de SP conhecer o StudioK Danças, lá tem vários tipo de dança, inclusive ballet adulto para quem nunca teve contato com a dança antes. Vale a pena conhecer.

E você, gosta de fazer coisas diferentes também? Me conte nos comentários, adoro saber dessas coisas!

Entendo meus sentimentos

Digamos que o meu temperamento não é dos mais adorados e fáceis de lidar, tenho consciência disso. Sabe quando você fala alguma coisa e se arrepende 2 segundos depois? Sei muito bem o que é isso. Hoje me considero mais madura justamente por refletir sobre meus sentimentos. Isso tem ajudado no meu autocontrole. Entendo que o amadurecimento tem essa capacidade de nos fazer relevar mais as coisas, ter mais paciência, ser mais confiante e assim por diante, mas comecei a prestar atenção nisso quando comecei a praticar yoga. Quando algo acontece me pergunto: o que estou sentindo? Raiva, frustração, medo? A partir das respostas tenho mais clareza sobre como agir. Claro que muitas vezes ainda tomo atitudes intempestivas, mas em comparação a alguns anos atrás, acho que melhorei. E ter essa consciência sobre os sentimentos é uma ótima maneira de nos conhecermos melhor e buscar novos hábitos.

Troquei o salto alto pelo tênis

Esse tópico sem sombra de dúvidas foi um divisor de águas na minha carreira. Trabalhei em algumas empresas onde o ambiente era muito formal, e eu até gostava. Convivi com muitos advogados e engenheiros e, como o ambiente pedia (para não falar exigia), tinha que me vestir de acordo. Mas com o passar do tempo comecei a ver aquela formalidade toda com outros olhos, tive que trabalhar com um diretor que não tinha nada a ver com a empresa, ele não sabia ou não entendia como trabalhávamos e isso gerou um choque muito grande entre nós. Aquilo começou a me fazer muito mal. Sentia-me enjaulada, refém de um ambiente opressor, cheio de regras sem sentido, então me perguntei: por que continuar aqui? Enquanto eu estava em sinergia com os valores da empresa, tudo ia maravilhosamente bem, mas com a chegada de um novo “líder”, as coisas foram se perdendo e foi aí que decidi dar adeus à carreira corporativa. Troquei o salto alto pelo tênis (muitas vezes pelo chinelo havaiana, já que trabalhava home office com clientes do Sul, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo) e comecei uma nova fase. Não me arrependo de nada, acho que tudo é aprendizado e o importante foi o que aprendi.

Sou voluntária

Em 2010 eu trabalhava com marketing de serviços quando conheci o Projeto Implantando Marketing – iniciativa da Tatiane Vita – que visa fortalecer a profissão de Marketing. Comecei como voluntária na gestão de conteúdo no núcleo do Twitter. O Projeto naquela época contava com os núcleos do Twitter, Facebook, Blog e LinkedIn. Em poucos meses assumi a coordenação do núcleo Twitter, onde tive a satisfação de atuar com profissionais incríveis. Uma das coisas mais legais do Projeto é que as pessoas eram de diferentes lugares: tinha associados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Porto Alegre, Recife, Bahia e até da Espanha e da Irlanda. Com o passar do tempo, assumi a coordenação do Blog, considerado o carro chefe do Projeto, visto que o compartilhamento de conteúdo era o que as pessoas mais buscam. E, passados alguns meses, assumi a presidência do Projeto. Foi incrível! Fizemos um evento presencial onde pudemos reunir os associados de outros Estados e conseguimos vários apoios e patrocínios, foi um momento ímpar. Se não fosse este projeto não sei se teria aprendido a amar as redes sociais. Então fica o convite, dedique um tempo para trabalhos voluntários. Em projetos como esse, trabalha-se muito, mas a recompensa vem em triplo!

Digo não aos dilemas

“Ser ou não ser? Eis a questão”. Hamlet, de Shakespeare, é uma das peças mais famosas do mundo e muitas de suas frases ficaram célebres, o que acho justo devido a sua grande importância. Porém, trazendo esta ideia para o meu contexto pessoal e profissional, percebi que os dilemas não são muito saudáveis: ser criativa ou não ser? Ser pontual ou não ser? Ser amigável ou não ser? Ser gentil ou não ser? Parei para pensar sobre isso e conclui que o melhor é aprender a usar frases imperativas, como por exemplo: o dilema “levanto agora ou fico mais 5 minutos na cama?” passou a ser: vou levantar agora. Tanto que não sou adepta do “Só mais 5 minutinhos…”. Repare que as situações que vivemos exigem que sejamos a nossa melhor versão, e descobri que se não crio dilemas, melhoram-se as minhas chances de conseguir ser a minha melhor versão. Moral da história: troquei o “faria” pelo “faço”, o “queria” pelo “quero” e o “iria” pelo “vou”.

Escute mais, fale menos

Sempre fui de falar muito, algo que, por um lado, era bom já que conseguia me expressar e as pessoas poderiam entender melhor qual era o meu ponto de vista, mas comecei a perceber que falar demais não era tão bom. Esta é mais uma daquelas lições que o tempo vai nos mostrando. Quando eu participava de eventos percebia nitidamente que as pessoas não paravam de falar, todas tinham soluções que salvariam a empresa. Era uma afobação, muitos queriam falar mas pouquíssimos queriam escutar. Tudo bem que durante o networking é esperado que as pessoas envolvidas na conversa tenham oportunidade de falar quem são e o que podem fazer, mas já reparou que muitas atropelam as outras? Além de achar isso uma verdadeira falta de educação, comecei a praticar mais o escutar, ou seja entender o que está sendo captado pela audição. Além disso compreender e processar a informação internamente e, a partir daí, começar a criar conexões com a pessoa para que a conversa fluísse melhor.

A vida é uma montanha-russa

O que seriam dos dias felizes se não existissem os dias tristes? Não teríamos parâmetros de comparação, no mínimo. Existem momentos “mais altos”, onde imperam os dias de alegria e motivação, mas também existem períodos “mais baixos”, quando me sento triste e desmotivada…

Todos passam por esta fase e é normal, o ponto é: como manter a motivação para superar os dias ruins?
A vida não segue uma linearidade, estamos em constante mutação, seja de sentimentos ou sensações. E quando você entende que esse é o “esquema da vida”, nota que não é tão mal assim… Afinal, a felicidade só existe porque também temos a tristeza.

Convivo com pessoas saudáveis

Uma das coisas que considero mais importante na minha vida (e isso inclui a profissional) é conviver com pessoas que sejam do bem. Quando digo saudáveis, não me refiro apenas ao fato de cuidarem da sua saúde, mas também a seus comportamentos e pensamentos.Sempre vai ter aquele metido a esperto ou que quer sempre tirar vantagem, mas isso faz parte. Uma vez que identifico esse tipo de pessoa, tento conviver amigavelmente (afinal de contas vivemos em sociedade), mas sem me envolver muito. Pessoas do bem só querem somar, nos ajudar e aqueles que têm outra visão da vida cedo ou tarde cairão na real e vão entender que não dá para tirar vantagem de tudo. Assim espero.

Não quero conviver com pessoas tóxicas

Sabe aquela pessoa que reclama de tudo, que é arrogante, que se faz de vítima, que sempre está mal humorada, cansada e irritada? Pois é, pessoas assim são conhecidas por serem tóxicas. Esse perfil de pessoas tem várias características além das que mencionei. Além de serem tudo isso, podem ser mentirosas, fofoqueiras, sem caráter e gananciosas… E o que eu faço quando percebo essas características numa pessoa? Me afasto, simples assim. Além de serem tóxicas, elas não se conformam enquanto não te deixar para baixo também. Mas sabe o que é pior do que conviver com uma pessoa tóxica? Ser uma pessoa tóxica. Concordo que nem todos os dias que acordamos abrimos a cortina e saudamos o sol, falamos “que lindo dia para se trabalhar”. Observe o seu comportamento, reclamar faz parte, sentir-se cansado também, mas se for algo crônico, é o momento de rever seus conceitos e atitudes.

Estimular a criatividade

Uma das disciplinas que mais gostei de cursar em Marketing foi Criatividade e Inovação. A querida professora Ana Lucia Pita foi incrível e lembro de uma frase que ela costumava dizer: “Qualquer um pode fazer o que eu faço, mas ninguém consegue fazer como eu faço”. E olha que isso faz tempo… Mas a minha memória me lembra disso diariamente. Então, sempre busco maneiras de estimular a minha criatividade para que possa fazer meu trabalho sempre da melhor maneira possível. Relaxar, fazer anotações (adoro trabalhar com mapas mentais e criar esquemas usando post-it), praticar yoga, sair para correr me ajudam a limpar os pensamentos para dar espaço à criatividade.

Dormir bem

Você já deve ter ouvido que uma boa noite de sono ajuda a melhorar o nosso humor durante o dia, certo? E que reduz o estresse porque durante o sono o nosso corpo diminui a produção de cortisol e adrenalina. E quem não quer ter menos estresse? Já teve épocas que eu dormia pouco e felizmente esta fase passou. Nunca ignore o seu sono, quando você chegar ao seu limite, pare e descanse pois seu corpo precisa.

O tempo cura (quase) tudo

“O tempo cura o que a razão não consegue curar.” – Sêneca

Essa frase é poderosa e ajuda a curar frustrações em vários âmbitos: aquele namoro que não certo, um emprego dos sonhos que se tornou um pesadelo, raiva por ter sido mal interpretado ou injustiçado. Então, quando acontece alguma coisa que me irrita ou me chateia, respiro fundo, avalio o que sinto e se considero que não vale a pena revidar lembro-me desta frase e sigo em frente.

Dei a volta por cima

Não foi uma nem duas vezes, foram várias vezes e isso só contribuiu para melhorar a minha resiliência. Ou seja, tive a capacidade de me recobrar facilmente ou me adaptar à má sorte ou às mudanças. Sempre que bate aquele desânimo, lembro-me de quantas vezes já dei a volta por cima e que esta é só mais uma fase e, assim como as outras, irá passar.

Contei minha história

Pode não ser a melhor história, nem a mais emocionante, mas ainda assim é a minha história. Todo mundo tem uma história capaz de tocar as outras pessoas, então te faço uma pergunta: qual é a sua?

Conclusão

Obrigada a você que leu todas essas lições e espero que se sinta motivado a refletir sobre as lições de vida que você aprendeu. Este exercício é muito interessante, resgatei muitas memórias e foi bom ver o que tanto mudou na minha vida nos últimos anos.

Tags : CarreiraEmpreendedorismoLições de vida
Priscila Stuani

Autora Priscila Stuani

Graduada em Marketing (UAM), Pós-graduanda em Neurociência aplicada à educação (UAM). Depois de atuar no mercado de serviços B2B por 7 anos, me tornei facilitadora do aprendizado, faço a interface entre o aluno e a teoria/prática. Também estou focada em apoiar profissionais no processo de criação de posicionamento no ambiente digital através do conteúdo para blogs e redes sociais.