fechar
LifeStyle

As 33 principais lições de vida que aprendi [Parte I]

As 33 principais lições de vida que aprendi [Parte I]

Para ser sincera, provavelmente aprendi mais de 33 coisas, mas em homenagem ao meu aniversário (sim, já completei 33 primaveras), gostaria de listar as principais lições que a vida e as pessoas me ensinaram.

Peço licença aos meus queridos leitores que acompanham minhas publicações sobre marketing digital, redes sociais, hábitos, carreira e marca pessoal para fazer um desabafo. Sem essas lições eu não seria a pessoa que sou, a profissional que sou, nem a amiga que sou.

Como o texto ficou gigante, resolvi publicar a primeira parte hoje. Na próxima terça-feira, dia 28, compartilharei a segunda parte 🙂

Dito isto, vamos lá?

Você é do tamanho dos seus sonhos

Se não me engano, ouvi esta frase pela primeira vez em 2010 de uma diretora da AnyHelp (consultoria de recrutamento e seleção espanhola, com sede em São Paulo, onde trabalhei por 4 anos). Isso me marcou muito porque ela tinha uma história de vida inspiradora. Começou como estagiária na empresa e, com os anos, conquistou a confiança do CEO, dos profissionais que trabalhavam com ela e dos clientes. Depois de alguns anos ela se casou, mudou para o México e se tornou CEO de uma grande franquia. Por mais que a vida, as pessoas, as situações digam o contrário, lembre-se que você é a única pessoa responsável pelo seu sucesso e insucesso. Pense grande e você será grande.

Não desista dos seus sonhos

Cresci em Atibaia, interior de São Paulo, e sempre vinha para São Paulo com meus pais quando criança. Olhava para aqueles prédios gigantes, as avenidas movimentadas, aquela agitação toda e pensava: quero viver aqui. Enquanto estudava, confesso que não imaginava fazer faculdade, porque naquela época minha família passava por dificuldades e, como um curso era caríssimo, não achava que conseguiria. Mas sempre pensei: quero trabalhar na Avenida Paulista. Com o passar dos anos, consegui trabalhar em empresas incríveis que coincidentemente (ou não) estavam localizados nela.

As pessoas vão te magoar e você precisa aprender a lidar com isso

De 2014 a 2016 comecei um empreendimento com uma amiga. Em nossa sociedade havia respeito mútuo, os clientes nos procuravam com frequência, gostavam do nosso trabalho, tudo ia muito bem, até que um dia começamos a ter visões diferentes. A amizade acabou, o negócio acabou e antes que acabasse o respeito, nos afastamos. Passaram várias coisas na minha cabeça: fui usada? Onde errei? Por que acabou? Já ouvi dizerem várias vezes que sociedade é como um casamento, a lua de mel é incrível, mas com o passar do tempo as coisas começam a se desgastar e ai começam os desentendimentos. Então meu conselho é: se você pensa em ter uma sociedade, separe as coisas: amigos, amigos, negócios à parte. Entendo que o que aconteceu comigo não precisa acontecer necessariamente com todos, mas fica o meu desabafo. Hoje me considero mais forte, mais madura e consciente de que mesmo que eu faça o meu melhor, ainda assim, não será o suficiente. Mas nem por isso deixarei de fazer algo que acredito.

Pessoas boas se vão

Aprender a lidar com a morte é algo difícil e não importa sua idade, as suas experiências, isso machuca e o importante é ter consciência de que as pessoas e a vida são únicas, portanto: viva.
Ao longo dos anos tive que aprender a lidar com vários adeuses, como o caso de uma amiga que faleceu durante o penúltimo semestre da faculdade e aquilo foi tenso. Ela tinha 24 anos, um filho de 2 anos, casada, trabalhava muito, uma verdadeira guerreira. Mas ao se descuidar de sua saúde em função do trabalho (ou de outros fatores que desconheço), ficou doente e, quando menos esperávamos, ela se foi.

Ir para a sala aula depois disso foi difícil, mas não tínhamos outra opção, restava-nos seguir em frente. A saudade bate até hoje, mas tento usar isso como motivação para aproveitar a vida, pois cada segundo é único e o tempo não volta. Então viva cada dia como seu fosse o último. Concordo que pode parecer clichê, mas pare para pensar: faz sentido ou não?

Descubra a sua paixão

Lembro-me que escolhi o curso que eu queria fazer de forma aleatória. Me inscrevi no PROUNI e, com a esperança por ter feito uma boa pontuação no ENEM, escolhi estudar Marketing. Pesquisei sobre o curso, sobre a carreira e gostei. Digo que foi aleatoriamente porque diferentemente de uma amiga, que dizia que queria ser médica desde criança, eu queria ser professora. Passados os anos e veja só o que aconteceu: a minha amiga é a Dra. Tâmara e eu sou professora! Amo marketing, mas amo mais facilitar o aprendizado das pessoas.

Faça planos e coloque em prática

Você já deve ter aprendido, assim como eu, que tirando a chuva, as coisas não costumam cair do céu. Então aprendi a querer, a planejar e correr atrás para que desse certo. Nem tudo vai acontecer como quero, tenho plena consciência disso, e seria muita ousadia ou ingenuidade da minha parte achar que sim, mas depois que comecei a pensar onde, com o quê e com quem queria trabalhar, as coisas começaram a melhorar muito. Uma das coisas que mais prezo é a minha liberdade e já faz alguns anos que trabalho com profissionais que respeitam isso e para mim é uma das coisas mais importantes.

Tenha um hobby

Deixei a rotina trabalho-faculdade-casa faz alguns anos e, sinceramente, foi uma das melhores coisas que pude fazer na vida. Houve fases que eu mal conseguia dormir. Chegava em casa meia noite e levantava às 5h30, ia para São Paulo trabalhar, depois tinha aula das 19h20 às 22h30…. Ufa, só de lembrar já cansei, mas uma das coisas que me ajudava a superar o cansaço era ter um hobby. Praticar yoga,  jogar basket, correr e dançar são algumas das minhas paixões. Então, se você sente que está esgotado, que não aguenta mais a sua rotina, procure algo para fazer, para relaxar. Seu corpo e mente vão te agradecer.

Estude muito

Leia livros, artigos, revistas, escute podcasts, tenha uma rotina de estudo. Isso vai te ajudar a pensar nas coisas de maneiras diferentes. A leitura tem o poder de nos transportar para outros lugares, ouvir outras pessoas nos ajuda a ter visões diferentes e a disciplina faz parte desse processo. A minha principal rotina de trabalho é estudar. Na Alura leio muito, estudo muito, pesquiso muito e, por mais que às vezes me sinta cansada, ainda assim continuo. Mas não porque sou obrigada, ou porque meu “chefe” (ele não gosta de ser chamado assim, rs…) manda, mas porque eu escolhi trabalhar com isso.

Aprendi um novo idioma

Já estudei japonês, inglês, italiano e espanhol. Falo fluentemente apenas um que infelizmente (ou não) não é o inglês.

Tenho consciência de que falar inglês é importante, abre portas, gera oportunidades, mas amo tanto o idioma espanhol que foco nele. Além de facilitar minha vida durante minhas viagens para  os países hispânicos, recebi convites para palestrar, dar entrevistas e realizar entrevistas com grandes profissionais espanhóis, mexicanos, cubanos e chilenos. Então isso foi importante. As oportunidades chegaram até mim pois eu estava disposta a aprender e a compartilhar. Então se você quer aprender um novo idioma, mas de alguma maneira sente-se limitado, reflita e escolha um para mergulhar de cabeça nele. Na hora certa as oportunidades vão surgir e você só precisa fazer acontecer. Simples assim.

Tenha autoconfiança

Acho esse item delicado. Se você é autoconfiante demais, pode parecer arrogante, se não for tão autoconfiante pode parecer inseguro. E agora? Seja você mesmo e saiba que terão pessoas que vão te adorar e terão também aquelas que vão te odiar. Sabe o que me consola? Aquele famoso dito popular: “Se nem Jesus Cristo agradou a todos, quem sou eu?” Pode ser uma atitude cínica, mas de certa forma me consola.

Palavras sem atitudes são inúteis

Um bom exemplo vale mais do que mil palavras e as pessoas estão cansadas de ouvir belos discursos que não tem conexão alguma com a realidade.

Uma das piores coisas que aprendi foi exatamente isso. Sabe quando uma pessoa só fala que faz e acontece? Que ela é justa, honesta, sincera… Penso: será? Até o lado B, certo? Então uma das coisas que levo muito a sério é justamente isso, antes de querer evangelizar as pessoas, ensinar algo, tento fazer.

Aprendi a amar a segunda feira

Para muitas pessoas ouvir o encerramento do Fantástico significa que o final de semana acabou e que a tão temida segundona está mais próxima do que se gostaria. Uma das coisas que me ajudou a combater esse pensamento foi me programar para fazer algo que eu adoro na segunda. Chego às 7:00 horas no trabalho para sair às 16:00 e por quê? Sinto-me mais disposta de manhã, então madrugar não é um sacrifício e à tarde vou na academia fazer minha maratona de aulas (pilates, jump, alongamento, musculação e “só”). Criar recompensas para lidar com hábitos que me prejudicavam foi fundamental para o meu crescimento pessoal e profissional.

As pessoas devem ser aliadas, não inimigas

Eu vivi por muitos anos competindo com alguma pessoa. Acredito que o ambiente onde fui criada estimulava isso. Me refiro ao fato de jogar basket – eu treinei dos 12 aos 17 anos e vivia em um ambiente muito competitivo. Demorou para eu entender que as pessoas têm mais a ganhar ficando juntas em vez de ficar lutando umas com as outras. Com o tempo aprendi que encorajar as pessoas a serem melhores, fazerem as coisas de coração, independentemente do seu nível social, intelectual ou qualquer outra coisa é o mais importante. Não foi algo que superei do dia para a noite. Aprender a lidar com a rivalidade foi difícil e uma das coisas que me ajudou a lidar com isso foi mudar aquele ditado popular. Antes eu concordava com “Num dia a gente ganha, no outro a gente perde”. Agora o que faz mais sentido para mim é pensar: “Num dia a gente ganha e no outro aprendemos.”

Aprendi a dizer não

Esta lição, assim como as outras, leva tempo para aprender e sem sombra de dúvidas foi uma das mais difíceis. Muitas pessoas se aproveitam de nós, mas elas não são os culpados. Ao dizer sim, quando na verdade queria dizer “não” ou “nunca”, eu deixava de ser sincera com receio de magoar ou parecer indiferente. Mas com o tempo percebi que isso era inevitável, as pessoas vão se magoar, muitas vezes independentemente do que você faça, as pessoas não vão gostar. E uma das piores coisas que pode existir, na minha opinião, é ter que fazer algo obrigada. Então tenho exercitado isso, quando eu digo não, dou os meus motivos e não fico me culpando ou com aquela sensação de ser a pior pessoa do mundo por não poder fazer algo pela pessoa ou pela situação.

Seja aquela pessoa que ninguém achou que você poderia ser

Sempre haverá aquela pessoa que diz te apoiar, mas que no fundo te subestima. Algumas frases são características:

  • “Nossa, como você fala bem! Nem parece com você”.
  • “Olha só, quem diria que você iria conseguir?”
  • “Jamais achei que você conseguiria fazer isso, ironias da vida, veja só.”

Outra lição que aprendi foi fazer as coisas por mim e não para querer agradar os outros. Entendo que algumas coisas que escrevi podem parecer clichês, de verdade, eu até concordo, mas isso acontece mesmo. Ser reconhecida, receber elogios faz bem para o ego, não nego, mas se eu não estou de bem comigo mesma, não adianta, não importa quem elogia, vou sentir um desconforto. Então quando você achar que as pessoas estão te subestimando não importa a razão, lembre-se: seja aquela pessoa que ninguém achou que você poderia ser.

Aceitei meus erros

Conforme comentei anteriormente, eu era muito competitiva e isso não era saudável, pois não consegui lidar bem com os meus erros e com os erros das outras pessoas. Ficava remoendo as coisas por muito tempo, não aceitava perder, não aceitava não ser escolhida, não ser a aluna exemplar, não ser a melhor… Francamente, como fui ingênua, hoje tenho consciência disso. Com o tempo, entendo que sempre haverá alguém mais inteligente, mais legal, mais perspicaz que eu e assim por diante. E acredite, o tempo vai nos mostrando as coisas, nos ensinando que nem tudo tem que ser levado à ferro e fogo. Uma coisa é largar mão das coisas, fazer de qualquer maneira, outra coisa é aceitar que o que eu fiz não deu certo e que terei outras oportunidades para fazer diferente. Então, quando vejo que vou começar a pensar: “onde foi que eu errei” ou “por que não deu certo?”, reflito sobre o que aconteceu, respiro fundo, engulo o choro e sigo em frente.

Essas últimas semanas refleti muito sobre o que tenho vivido. A reflexão é importante, é quando temos consciência dos nossos erros e acertos e por este motivo resolvi escrever este artigo.
Se você gostou da ideia, faça este exercício, crie uma lista sobre seus aprendizados e se quiser compartilhar comigo, ficarei muito feliz em ler.

Um forte abraço e até semana que vem!

Ps.: Agradecimento especial à pelo clique de hoje!

Tags : AprendizadoMarca Pessoal
Priscila Stuani

Autora Priscila Stuani

Graduada em Marketing (UAM), Pós-graduanda em Neurociência aplicada à educação (UAM). Depois de atuar no mercado de serviços B2B por 7 anos, me tornei facilitadora do aprendizado, faço a interface entre o aluno e a teoria/prática. Também estou focada em apoiar profissionais no processo de criação de posicionamento no ambiente digital através do conteúdo para blogs e redes sociais.
  • Pamela Lima

    Quantas mudanças hein. Estamos sempre nos modificando e conhecendo pessoas novas, li recentemente que nós somos um pouco das 5 pessoas que mais convivem com a gente. Escolhemos estar com essas pessoas por algum motivo e vamos pegando e nos doando para essas pessoas.
    Muito legal você compartilhar suas experiências. As pessoas mudam constantemente, e que bom né?!
    Aconselho que releia essa publicação daqui uns 10 anos, promete não esquecer? Será que as lições ainda são as mesmas? Outras entraram e outras saíram? Bom, só o tempo irá dizer

    • Queridona!!!

      Pois é, às vezes nem eu acredito em tudo que aconteceu, no que já aprendi e no que está por vir!

      Combinado! Vou reler daqui 10 anos, espero ter mais lições para compartilhar.

      Verdade, somos a média das 5 pessoas que vivemos e acho isso incrível. Super beijo e obrigada por td, Pam!

  • José Luiz Moraes Souza

    É muito bom ter a oportunidade de conhecer um pouco outro ser humano e raro poder fazer isso via virtual. Já são alguns anos que te acompanho profissionalmente a poucos pessoalmente, mas sempre lhe admirei muito. Parábens Priscila acho que vou ter muito mais que 33 razões para ser seu fã e amigo.

    • Oi José Luiz, você não imagina a alegria que sinto ao ler seu comentário!

      Muito obrigada. Em tempos onde a frivolidade marca presença, fico feliz em saber que de certa forma tenho demonstrado quem verdadeiramente sou.

      Abraços querido!